Quinta-feira, 12 de Março de 2009
PENSAMENTOS VIII

 

 

Muitos de nós temos o hábito de cultivar pequenos ressentimentos que podem ser consequências de alguma discussão ou mal-entendido, do tipo de educação que tivemos ou de qualquer outro acontecimento penoso.

 

Cabeças duras, ficamos à espera de que a outra pessoa envolvida nos procure – e acreditamos piamente que essa é a única maneira de perdoarmos ou reatarmos um laço familiar ou de amizade.

 

 

Passamos a pensar que os nossos pontos de vista são mais importantes do que a nossa felicidade. Não são. Se quiser ser uma pessoa mais pacífica, tem de entender que ter razão quase nunca foi tão importante como procurar a felicidade. E a felicidade está em deixar as coisas fluírem, seguirem o seu caminho. Deixe as outras pessoas terem razão. Experimentará a paz que advém de deixar as coisas acontecerem, a alegria de deixar os outros serem correctos. Acabará por constactar que, ao deixar as coisas acontecerem e sendo os outros donos da razão, tornam-se menos defensivos e mais amorosos em relação a si. Terá a satisfação interior de saber que teve a sua parte na construção de um mundo mais amoroso, e de certeza ficará mais em paz consigo mesmo.

 

 

Um dos erros que cometemos normalmente é sentirmos pena de nós mesmos, ou dos outros, pensando que a vida deveria ser justa, ou que algum dia o será. Não é, e nunca o será. Quando cometemos tal erro, a nossa tendência é gastar boa parte do nosso tempo resmungando ou reclamando a respeito do que está errado com a vida. Sentimos comiseração pelos outros, discutimos as injustiças.

 

O facto de a vida não ser justa não quer dizer que não devamos fazer tudo o que está ao nosso alcance para melhorar as nossas vidas e a do mundo como um todo.  Pelo contrário, indica presisamente que é o que devemos fazer. Quando não reconhecemos ou admitimos que a vida não é justa, tendemos a sentir piedade dos outros e de nós mesmos. A piedade é um sentimento consolador que não melhora nada a ninguém, e só serve para que as pessoas se sintam um pouco piores do que estão. Quando reconhecemos que a vida não é justa, no entanto, sentimos compaixão pelos outros e por nós mesmos. E compaixão é um sentimento que provoca simpatia em todos os que o experimentam. Da próxima vez que der consigo a refletir sobre as injustiças do mundo, tente lembrar-se deste facto básico. Pode surpreender-se ao perceber que é fácil livrar-se da autopiedade e partir para a acção efectiva.

 

 

Manuel, 12/03/2009



publicado por Palhota da MalaMala às 10:06
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