Terça-feira, 31 de Março de 2009
LEITURAS .1.

 " Quando se apercebe das partes imperfeitas do seu ser, algo de mágico ocorre. Com o que é negativo, começa a aperceber-se do que é positivo, os aspectos maravilhosos de si próprio que até este momento não tinha valorizado, ou mesmo constatado. Perceberá que, embora muitas vezes aja de modo egoísta, em algumas ocasiões sabe ser incrivelmente generoso. Algumas vezes, pode sentir-se inseguro ou assustado, mas na maior parte das vezes é corajoso. Embora possa sentir-se tenso, consegue também descontrair-se.

 

 Abrir-se para a totalidade do seu ser é como dizer para si mesmo: “Posso não ser perfeito, mas estou bem tal como sou.” quando as características negativas emergirem, comece por encará-las como parte de um quadro mais amplo. Em vez de se julgar a avaliar simplesmente por ser humano, vela se consegue aperceber-se com gentileza e capacidade de aceitação. É provável que seja uma “catástrofe completa”, mas tenha calma. Todos nós o somos.

 

Obstáculos e problemas fazem parte da vida. A verdadeira felicidade não surge quando nos livramos de todos os problemas, mas quando mudamos a nossa relação com eles, quando os vemos como uma fonte potencial de despertar, de oportunidades de praticar a paciência e de aprender. Provavelmente, o princípio mais básico da vida espiritual será o de que os nossos problemas são o melhor espaço para a prática do coração aberto.

 

É claro que alguns dos problemas têm de ser solucionados. A maior parte deles, no entanto, são criados por nós mesmos, pela nossa luta para tornar a vida diferente do que é na realidade. A paz interior pode ser alcançada pelo entendimento e pela aceitação das inevitáveis contradições da vida - a dor e o prazer, o sucesso e o fracasso, a alegria e a tristeza, nascimentos e mortes. Os problemas podem ensinar-nos a sermos graciosos, humildes e pacientes.

 

Segundo a tradição budista, as dificuldades são tão importantes para o crescimento e para a paz, que existe uma prece tibetana que efectivamente intercede por elas. Ela diz: “Faz que me sejam dadas dificuldades apropriadas e sofrimentos na minha jornada para que o meu coração possa ser verdadeiramente despertado e que a minha prática de libertação da compaixão universal possa ser, de facto, alcançada.” Os budistas sentem que quando a vida é muito fácil, surgem poucas oportunidades para o verdadeiro crescimento.

 

Não exageraria ao ponto de recomendar que procure problemas. Sugiro, no entanto, que fuja menos dos problemas e se esquive menos - e os aceite mais como parte inevitável, natural e até importante da vida. Descobrirá rapidamente que a vida pode ter muito mais de dança do que de guerra. Esta filosofia de aceitação é a raiz da atitude de se deixar levar pelo fluir das coisas. "

 

 

Richard Carlson 

(Manuel, 31/03/2009)

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Palhota da MalaMala às 10:13
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1 comentário:
De Treza@blogs.mz a 11 de Setembro de 2009 às 19:02
Hoje voltei a reler este blog...
... e voltei a desejar que ele continuasse... que não tivesse deixado de ser actualizado... a imaginar que foi apenas um intervalo e que vai recomeçar em breve...

E, assim, continuo a aguardar :)


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